Novo Testamento

Quem caminha com Cristo, deve fazer a leitura do N.T. conforme a sequência que se segue, sem leitura orientada, a fim de que cada um, de si mesmo, verifique o significado do Evangelho sem as leituras pré-condicionantes aprendidas na religião. É preciso aprender a olhar as Escrituras a partir do Evangelho.

O Evangelho é a Boa Nova


O Evangelho é a Boa Nova. O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte — a saber: o diabo —; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida. Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz”.

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"Fora do Caminho da Graça em Cristo, não há caminho a ser feito!"

Judas

Autoria

Judas era um nome muito comum  na Palestina da época de Cristo, como Judas Tadeu, o apóstolo,e Judas Iscariotes, o traidor (Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.16; At 1.13; Jo 18.2,5).Entretanto, de acordo com a tradição, o autor desta carta é Judas (v.1), o irmão de Jesus Cristo e de Tiago (Mt 13.55; Mc 6.3). Eles próprios jamais usaram o parentesco com o Senhor para reivindicar qualquer privilégio ou atenção especial s suas mensagens. Por essa razão, não mencionaram esse fato em suas cartas e documentos, deixando que outros irmãos se encarregassem desse registro histórico (Jo 7.3-10; At 1.14; 1Co 9.5; Gl 1.19).Referências a essa epístola sagrada são conhecidas desde os primórdios pelos pais da Igreja:Clemente de Roma (96 d.C.), Clemente de Alexandria (155-215 d.C.), Tertuliano (150-222 d.C.) e por Orígenes (185-253 d.C.). Desde o ano 170 d.C., a carta de Judas já fazia parte do Cânon Muratório e era aceita como “autorizada” por Atanásio (298-373 d.C.) e pelo Concílio de Cartago (397 d.C.).Contudo, segundo Jerônimo e Dídimo, alguns críticos de sua época não aceitavam a canonicidade dessa epístola por causa da citação de alguns escritos apócrifos (vv.9,14). Porém, a maioria dos eruditos  e  teólogos  unânime em  reconhecer  que  um  autor  sagrado,  inspirado  pelo  Esprito Santo,pode fazer uso de documentos históricos e textos não inspirados com a finalidade de ilustrar ou corroborar com sua argumentação bíblica, sem com isso defender a inspiração dos documentos ou referências utilizadas.
Propósitos
O primeiro e grande desejo de Judas era publicar um tratado teológico sobre o tema: “nossa comum salvação” (v.3), porém o Espírito Santo o convenceu a escrever uma vigorosa obra apologética contra os precursores do gnosticismo, filosofia que ganhava cada vez mais força e adeptos entre os cristãos de todo o mundo civilizado da poca. Os falsos mestres estavam usando os próprios textos do apóstolo Paulo e outras partes da Bíblia para defender a “plena liberdade” do ser humano de uma perspectiva antinominiana, a fim de darem licença total às manifestações “da carne” (Gl 5.13). Essa confrontação se revela claramente na descrição de Judas acerca dos falsos mestres, destacados como pessoas que “adulteraram a graça de nosso Deus em libertinagem” eque “negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor” (v.4).O gnosticismo (expressão que deriva do grego gnosis– conhecimento), cuja forma filosófica a cabada só se consolidou a partir do século II, tem influenciado o pensamento da humanidade até nossos dias, devastando a moral e a fé responsável em Jesus Cristo, o Filho de Deus e nosso Único Salvador. Em contraste com a atitude mundana dos falsos mestres, os cristãos devem demonstrar um amor fraternal, altruísta e espiritual. Sempre atentos à maravilhosa graça com que fomos contemplado sem Cristo, devemos demonstrar misericórdia para com aqueles que estão enredados por esse modo de pensar e agir, pois talvez, assim, alguns sejam levados à salvação (vv.19-23). Judas finaliza sua obra com uma bela e significativa doxologia (vv.24,25), muito apropriada para todo saqueles que enfrentam as poderosas forças do erotismo e da sedução da carne tão presentes em nosso século. Judas, ainda, demonstra grande conhecimento das tradições e literatura judaicas. Suas discutidas citações (vv. 9,14), embora não sejam encontradas no AT, estão presentes nos livros deuterocanônicos e históricos da época. Notável a relação que esta carta de Judas tem com a segunda epístola de Pedro. Ao que tudo indica, 2ª Pedro profetizou sobre alguns males que acometeriam a Igreja, procurando prevenir os cristãos sobre tais influências filosóficas perniciosas, que efetivamente ocorreram no tempo de Judas e foram abordadas em sua carta (2ªPe 2.1; 3.3; Jd 4,18,19).Como deixou registrado Orígenes: “Apesar de consistir de apenas uns poucos parágrafos, a carta de Judas está repleta de poderosas palavras dotadas de graça celeste”

Data da primeira publicação

Não há nenhuma evidência história e arqueológica que possa datar a epístola de Judas num tempo posterior à existência dos apóstolos e à sua própria. Judas, Paulo e Pedro não combateram o gnosti-cismo formatado no século II, mas um embrião das ideias libertinas e dicotômicas que questionavam a perfeita humanidade e deidade de Jesus Cristo, como o Filho de Deus e Messias (At 20.29.30; Rm 6.1; 1ªCo 5.1-11; 2ªCo 12.21; Gl 5.13; Ef 5.3-17; 1ªTs 4.6). Há indicações de que os próprios leitores de Judas chegaram a presenciar algumas das pregações de Pedro e de outros apóstolos (2ªPe 3.3).Portanto, podemos concluir que a epístola de Judas começou a circular por volta do ano 75 d.C.

Esboço de Judas

1.Judas, irmão de Tiago, líder da Igreja em Jerusalém (v.1)
2.Propósitos da epístola e bênçãos sobre os leitores (vv.2-4)
3.Deus exerceu juízo no passado e o fará no futuro (vv.5-11)
4.Os falsos mestres são sagazes, sedutores e vãos (vv.12 16)
5.Contrastes entre cristãos verdadeiros e falsos (vv.17-23)
6.Doxologia para todos os séculos e Amém! (vv.24,25